Abril / maio / junho de 2010
  • Orçamento da Finep cresce 50% em 2011

A Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) ampliou em R$ 2 bilhões os recursos destinados ao financiamento, com retorno, de projetos de ciência, tecnologia e inovação em empresas brasileiras. Isso ocorreu após acordos realizados junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento) e ao Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador).

Com isso, o orçamento total da Financiadora para apoio a empresas e instituições de ensino e pesquisa em 2011 passou de R$ 4 bilhões para R$ 6 bilhões. Parte desse reforço no orçamento virá do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), operado pelo BNDES. O restante virá da linha de inovação do PSI e serão repassados pela Finep, que atuará como agente financeiro do Banco. A Financiadora também receberá R$ 220 milhões do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) que serão aplicados em projetos de inovação tecnológica em micro, pequenas e médias empresas, em áreas consideradas estratégicas, como tecnologia da informação e comunicação, petróleo e gás, nanotecnologia, entre outras.

A meta do presidente da Finep, Glauco Arbix, conforme o seu discurso de posse, é duplicar a capacidade de crédito da Financiadora, atingindo R$ 8 bilhões ao final de quatro anos. Para ele poucas instituições no mundo atuam no processo de inovação da pesquisa ao crédito como aqui, e o Brasil precisa de um choque de inovação. Cabe então à Finep ser protagonista desse processo na condição de um banco de fomento. As áreas de gás e energia, complexo de saúde, nanotecnologia e tecnologia da informação são apontadas como prioritárias para apoio.

Além de aumentar o crédito, a nova diretoria da Finep também pretende triplicar o número de empresas apoiadas até 2014. Para isso, a ideia é reforçar e ampliar a atuação da Financiadora no setor empresarial, estimulando inclusive projetos de cooperação com as instituições de ensino de pesquisa.

Segundo João De Negri, diretor de inovação, a Finep vai priorizar ações integradas e que estejam em consonância com as diretrizes do Programa de Apoio à Ciência, Tecnologia e Inovação (Pacti) e da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP), do Governo Federal. Caso sejam necessárias mudanças nas linhas tradicionais de financiamento, elas serão implementadas de forma a melhorar ainda mais o apoio à inovação.

 

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Revista Conhecimento & Inovação
ISSN 1984-4395

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