Abril / maio / junho de 2010
  • Sustentabilidade e inovação caminhando juntas é aposta do Conecta 2010
  • Bruna Azevedo

 A terceira edição da conferência Conecta teve como tema principal a “Inovação como estratégia de crescimento sustentável” e promoveu, por meio de palestras, debates e exposições, uma interação entre empresas experientes na área de inovação, tais como Brasken, Natura, Embraco, Recepta Biopharma, Ci&T, e outras que têm o objetivo de inovar. Um dos pontos fortes do evento foram as rodadas de negócios, fomentadas pelos organizadores do evento como forma de aproximar as empresas dos núcleos de inovação tecnológica, gestores de uma vasta gama de tecnologias a serem colocadas no mercado.

O evento, uma iniciativa conjunta da consultoria especializada em inovação Inventta com a Agência USP de Inovação e apoio do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), abordou conceitos, metodologias, estratégias e os desafios e resultados que a inovação pode trazer no desenvolvimento de uma companhia.

A inovação como um componente da estrutura da empresa foi o assunto escolhido para ser tratado na palestra “Empresas inovadoras: a cultura organizacional catalisando a inovação”. “É preciso conhecer a estrutura da empresa para saber aonde a inovação pode ser feita. Inovação é o impulso da autoconsciência”, afirmou Henrique Pistilli, do Instituto EcoSocial, composto por vários consultores que visam o incentivo à inovação sustentável. Segundo ele, “a empresa tem as mesmas necessidades do nosso organismo: o corpo físico são os recursos, o corpo biológico são os processos que nela ocorrem. O emocional são as relações estabelecidas e o nosso eu é a identidade da empresa”.

Outro foco apontado por Pistilli foi a sustentabilidade que, combinada com a inovação, pode gerar um benefício tanto ambiental quanto organizacional. “É possível inovar só prestando atenção no que o mundo está pedindo”, disse ele, e acrescentou que projetos com responsabilidade social e identificados com os propósitos da ecologia social, que diz ser os problemas ecológicos que ocorrem em consequência de problemas sociais, principalmente, são formas possíveis de inovação.

Além de Pistilli, Telma Sinício, que há oito meses é vice-presidente de inovação da Natura, também tratou da questão. “Inovação é um tema muito amplo”, ressaltou logo de início, ao ser solicitada a dar uma definição do termo. “A inovação começa no presente e é um processo de mudança que traz uma ação de X pra Y. Pode representar desde um pensamento até novas maneiras e métodos de aplicação do processo”.

Para Telma, a empresa não deve pensar que os investimentos para as ações em direção à inovação são necessariamente altos, pois, com pequenas alterações nos processos de produção já é possível obter uma visível mudança, que poderá trazer benefícios para a organização como um todo, para o aumento dos lucros ou ainda dar mais visibilidade para a empresa. O que a empresária ressalta é que a inovação deve visar acima de tudo, afirma, alguma agregação de valor. “A inovação tem que gerar valor, e isso não significa obrigatoriamente valor monetário. Ela tem que servir em todos os pontos da rede, tem que levar a um benefício geral, uma responsabilidade integrada.”

O Conecta foi realizado em São Paulo, nos dias 25 e 26 e contou com a presença de cerca de 300 pessoas, sendo a grande maioria do público formada por profissionais do setor privado. 

Quem somos | Vendas e assinaturas | Publicidade | Fale conosco

Revista Conhecimento & Inovação
ISSN 1984-4395

Realização: