Abril / maio / junho de 2010
  • Redes sociais são alternativa como ferramentas de inovação
  • Bruna Azevedo

Cada vez mais a tecnologia surpreende, e desde a invasão de redes socias como Orkut, Facebook e Twitter, a necessidade de se ter um profile (perfil) tornou-se inevitável para acompanhar essa febre mundial. São as informações postadas pelos usuários que abastecem e garantem a existência dessas redes, no entanto, é preciso cuidado com o conteúdo enviado pois, assim como uma tatuagem no corpo, que marca sua personalidade e pode causar constrangimentos e preconceito, as informações transmitidas pelas redes sociais marcam sua vida virtual.

Hoje, muitas empresas veem a adesão às redes sociais pelos seus funcionários como um problema, entretanto, ao contrário do que dizem os mitos, elas não reduzem a produtividade, não acabam com a privacidade, nem geram conteúdo totalmente inútil e, a proibição não resulta no abandono da prática. Por outro lado, afirma Waldir Arevolo, consultor sênior da TGT, a aceitação e criação de profiles para as empresas são uma alternativa de maior aproximação e um canal direto com o cliente. "A adoção de redes sociais é algo que não deve ser ignorado. A interação é o nome do jogo."

Um exemplo do uso dessas redes em benefício da empresa, é a possibilidade de prestar atendimento aos clientes. Arevolo citou o caso de uma empresa que vem utilizando o Twitter para isso. Além de resolver o problema de um cliente específico, com mais agilidade que pelos métodos convencionais (telefones ou e-mail), todos os outros seguidores da mesma empresa, receberam, ao mesmo tempo as orientações. Esses clientes apoiaram a ideia e a divulgaram. "A inovação é simples. As pessoas é que acham que existe uma fórmula secreta para ela acontecer", diz Arevolo que também acredita ser importante a empresa escolher cautelosamente o tipo de informação que irá disponibilizar. "O que vale na rede social é a qualidade, não a quantidade."

Outra ideia que também pode gerar benefícios e maior visibilidade é permitir que seu cliente passeie pelas várias tatuagens digitais que se interligam. O internauta está no Facebook e clicou em um anúncio que o remeteu ao blog, onde foi publicada uma promoção via Twitter, forçando a curiosidade do cliente a logar e seguir aquela empresa também no Twitter. Nesse pequeno espaço de tempo, foram visitadas três diferentes redes sociais que trarão, se não um novo cliente, o comentário positivo sobre isso.

Essa tatuagem digital que adotamos ao interagir com o mundo por meio da internet pode ser um simples anúncio em sites de relacionamento contando as novidades ou divulgando as promoções, porém, vale ressaltar, que a adoção não é a solução de todos os problemas e sim, uma possibilidade de inovação e complemento. "Não adianta aderir a ideia das redes se você tem um grande problema com o call center da sua empresa que não consegue resolver. É preciso resolver o problema primeiro e usar a adesão como uma transição", explica Arevolo e conclui afirmando que a pressão e a inovação são dois grandes inimigos quando se visa um desenvolvimento.

O tema foi tratado por Waldir Arevolo na palestra intitulada "Tatuagem Digital? Essa todos nós (empresas e profissionais) já fizemos", durante o VI Workshop Gesiti, realizado nos dias 18 e 19 de junho, no Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer (CTI), em Campinas

 

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Revista Conhecimento & Inovação
ISSN 1984-4395

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