Abril / maio / junho de 2010
  • ECOINOVAÇÃO
  • Um novo modo de morar
  • Simone Pallone
Casa Sapo
Foto: Roberta Tojal


Sustentabilidade num projeto arquitetônico não é apenas o melhor aproveitamento dos recursos, mas a escolha de materiais menos impactantes ao ambiente também é importante. Esse foi o insight da arquiteta Renata Marangoni, que criou um espaço infantil para uma mostra no interior de São Paulo. Sua Casa Sapo — como ela o chamou — foi feita apenas com materiais reciclados ou recicláveis. “No piso eu usei madeira reciclada, da Koba; para cobrir a casa, telhas de fibra vegetal Onduline; o revestimento ganhou caixas Tetrapack”, diz Renata. A estrutura, sem divisão entre parede e telhado, é toda em aço oxidável, da Gerdau e da V&M; e o vidro, que reveste uma área importante do projeto, é da Divinal Vidros.

O resultado foi uma nova concepção de casa, ou abrigo. O ponto de partida foi o desenho, a partir do qual, a arquiteta buscou os materiais que a ajudariam a compor esse espaço, imaginado para receber crianças, mas que pode ser adaptado para uma moradia ou para outro tipo de projeto – um escritório, uma loja, ou uma lanchonete. Renata diz que não conhecia esses materiais e aceitou o desafio pela possibilidade de fazer um experimento com novos materiais, sustentáveis, e com um novo tipo de projeto, uma casa na qual não se percebe onde uma coisa começa ou termina.

Quem também apostou no projeto foram as empresas que doaram os materiais. Para a arquiteta as empresas deveriam investir mais em soluções e adaptações dos seus produtos para novos projetos. “Inovar cada vez mais, e trabalhar de forma mais próxima com o engenheiro e o arquiteto no desenvolvimento de novos materiais que visem atender essa demanda de projetos sustentáveis”. Este é o recado da arquiteta.

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Revista Conhecimento & Inovação
ISSN 1984-4395

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