Abril / maio / junho de 2010
  • PÍLULAS
  • Por dentro da geração Y
  • Clayton Melo


A inovação em produtos ou serviços passa pelo entendimento das necessidades e desejos do público consumidor. Saber o que ele anseia e como se comporta pode ser a chave para o sucesso de uma determinada estratégia. O que dizer da “geração digital”, cujo modo de ver o mundo e consumir é diretamente influenciado por sua relação com a tecnologia?

Movido por questões como essas, Renato Trindade, presidente da Bridge Research, empresa paulistana especializada em pesquisas na área de tecnologia, resolveu investigar a Geração Y, os nascidos entre 1978 e 2003. Embora com um longo intervalo de idade entre si, os representantes desse grupo guardam semelhanças de comportamento.

Tecnologia, velocidade, perfil multitarefa e individualidade são conceitos que definem muito bem os membros dessa geração, segundo Trindade. A propensão a postergar compromissos e responsabilidades próprios da vida adulta, como deixar a casa dos pais e morar sozinho, também é outra de suas facetas. “Não é uma geração que busca independência”, diz o executivo.

Os membros da Geração Y – composta pelos “nativos digitais”, que cresceram sob a influência direta da internet – também são impulsivos, impacientes e se caracterizam pela volatilidade na profissão, a comunicação sem barreiras e pelo imediatismo, observa Trindade.

No que se refere ao mercado de trabalho, essas pessoas têm uma necessidade muito grande de receber feedback por parte da companhia para a qual trabalham”, diz ele. “E esse retorno não pode demorar muito. Não adianta ser a cada seis meses, mas sim a cada mês”, sugere Trindade.

A pesquisa da Bridge Research foi feita a partir de entrevistas com pessoas com idade entre 18 e 30 anos da Grande São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre, das quais 48% homens e 52% mulheres das classes A, B e C.

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Revista Conhecimento & Inovação
ISSN 1984-4395

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