Abril / maio / junho de 2009
  • Convênio permite interligação de computadores entre Brasil e França

Acordo foi assinado no Colóquio Colibri, que reuniu pesquisadores brasileiros e franceses de tecnologia e informática

Um novo convênio entre Brasil e França permitirá a interligação de pesquisadores brasileiros a uma rede de 5.000 processadores de alta complexidade montada em território francês. O acordo foi assinado no dia 22 de julho, durante a abertura do Colóquio Colibri, evento que reuniu cientistas de informática e tecnologia dos dois países em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, e que integra o calendário oficial do Ano da França no Brasil.

O Colóquio Colibri é co-organizado pelo Instituto Nacional de Pesquisa em Informática e Automática (INRIA), da França, pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC) e pelo Instituto de Informática da UFRGS. Para Christophe de Beauvais, adido para a Ciência e a Tecnologia do Consulado Geral da França em São Paulo, o acordo assinado se integra a um contexto de intenso intercâmbio: “A França tem hoje mais de 40 programas de cooperação com o Brasil, tanto em formação superior quanto em pesquisa”.

A rede de processadores constitui o projeto GRID’5000, mantido pelo INRIA. O convênio assinado permite a interligação desta rede com um processador da UFRGS, o que facilitará a produção de modelos complexos por cientistas brasileiros, como os utilizados, por exemplo, em análises climatológicas. “É um ato a mais dentro de uma colaboração tão rica como a do Brasil com a França”, destacou Philippe Navaux, presidente do comitê de organização do colóquio.

Conforme a diretora de relações internacionais do INRIA, Dominique Sotteau, o colóquio buscou avaliar os programas existentes e desenhar perspectivas futuras. Ela acredita ser importante incentivar a participação cada vez maior de estudantes nos programas, calcados num “sentimento de cooperação equilibrada”: “Queremos caminhar juntos e assim, avançar mais”. Wrana Panizzi, vice-presidente do CNPq, ressaltou que a perspectiva do órgão em relação à cooperação bilateral é ampliar ações focalizadas, em especial iniciativas como laboratórios internacionais associados (LIA). “O CNPq apóia atividades que permitam uma maior internacionalização dos grupos de pesquisa”, observou.

Nelson Maculan, co-presidente do Comitê de Programa Científico do colóquio, exemplificou a intensa comunhão entre a comunidade de pesquisadores brasileiros e franceses ao lembrar-se de um levantamento realizado na época que era reitor na UFRJ (entre 1990 e 1994). “Metade dos doutores da universidade tinha feito doutorado ou pós-doutorado ou havia trabalhado na França”, assinalou. A relevância da pesquisa acadêmica em Tecnologia da Informação, em especial, foi ressaltada pelo secretário de Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Arno Lorentz. “A Academia fortalecida é fundamental para disseminar o conhecimento num setor tão importante”, disse. A Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio Grande do Sul (Fapergs) anunciou o lançamento de um programa de cooperação com INRIA para o intercâmbio de pesquisadores da área de Tecnologia de Informação, Informática e Computação.

Fonte:  http://anodafrancanobrasil.cultura.gov.br/

 

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Revista Conhecimento & Inovação
ISSN 1984-4395

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