Novembro / dezembro de 2007
  • NOTAS INOVAÇÃO
  • Patentes dos BRICs


Brasil, China e Índia são páreo na disputa para atrair subsidiárias de empresas multinacionais. Porém, quando se compara número de patentes depositadas por elas no escritório de patentes dos Estados Unidos (USPTO) e no escritório europeu (EPO) nos últimos 10 anos, China e Índia se destacam. Não por estarem muito à frente em número, mas por apresentarem ritmo bem maior de crescimento, principalmente entre 2001 e 2006. Para ilustrar, no USPTO foram solicitadas 69 patentes com inventores brasileiros, dessas empresas estrangeiras, entre 1996 e 2000, e 193 nos cinco anos seguintes; já a China saiu de 34 para 285 e a Índia, de 108 para 451 patentes, nos períodos considerados.

A análise é da professora da USP de Ribeirão Preto, Simone Vasconcelos Galina, em projeto desenvolvido com a Unicamp e a Unesp sobre estratégias de atração de investimento direto estrangeiro para o estado de São Paulo. O estudo enfocou as patentes publicadas por 115 subsidiárias, cujos inventores residem nesses países. Outro achado da pesquisa é em relação à concentração por setores. No Brasil, observou-se uma pulverização. Das empresas que se destacaram estão a Johnson & Johnson, Bayer e as três Whirlpool, Embraco e Multibras, de compressores para refrigeradores e linha branca. Na Índia, das quatro empresas em evidência, Intel, Texas Instruments, IBM, Unilever e GE, pelo menos duas são do setor de TICs; e, na China, Siemens, Nokia e Motorola são do mesmo setor.

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Revista Conhecimento & Inovação
ISSN 1984-4395

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