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  • Projeto piloto inicia produção de módulos fotovoltaicos

O debate sobre os reflexos da acelerada degradação do meio ambiente tem colocado em evidência iniciativas que privilegiam a conservação do planeta, com destaque para a geração de fontes alternativas de energia.

Com um trabalho desenvolvido desde a década de 1970, os pesquisadores Izete Zanesco e Adriano Moehlecke, da Faculdade de Física da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC/RS), estão hoje à frente da planta piloto de uma unidade industrial de módulos fotovoltaicos que permitem transformar energia solar em eletricidade.

O projeto, que até sua inauguração em maio de 2008 terá recebido investimentos de R$ 6 milhões, está instalado no Núcleo Tecnológico de Energia Solar (NT-Solar), que conta com 950 m2 de laboratórios especializados, sendo 210 m2 de salas limpas específicas para produção de células solares e módulos fotovoltaicos em escala experimental ou pré-industrial. 

Desde 2002, a empreitada conta com parceiras do porte da Petrobras, Eletrosul e Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), que têm direito de propriedade intelectual nas duas patentes que estão sendo requeridas e, a partir da produção industrial, receberão royalties, diz Izete.

O potencial do mercado de energia solar é enorme: em 2006, ele movimentou cerca de US$ 15 bilhões, 40% acima do ano anterior, com a geração de 2.536 megawatts, somando produção de todos os módulos comercializados ao redor do mundo.

Este volume equivale a 15% de Itaipu, hidrelétrica responsável por 30% do abastecimento brasileiro. O desafio é produzir equipamentos com a mesma eficiência dos concorrentes internacionais, porém a custos menores.

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Revista Conhecimento & Inovação
ISSN 1984-4395

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