Setembro / outubro de 2007
  • NOTAS INOVAÇÃO
  • Tese sobre proteção de software


O
software é tido como um dos ícones da "economia do conhecimento", por sua participação direta na riqueza das nações, e por sua transversalidade que dinamiza outras indústrias. Trata-se de uma indústria bastante heterogênea, para a qual não caberia apenas uma solução para proteção dos direitos de propriedade intelectual.

Em sua tese de doutorado, a socióloga Ana Maria Carneiro interessou-se por essa questão, analisando o processo de apropriabilidade da indústria de software em torno de três regimes tecnológicos, com peso diferente entre hardware, software e serviços: grandes computadores, computador pessoal e serviços na web. O destaque do trabalho fica por conta da comparação entre dois movimentos aparentemente contraditórios da década de 1990: o fortalecimento dos direitos de propriedade intelectual, indicado pelo grande crescimento de patentes de software, e o do software livre e de código aberto.

Este segundo, fruto e impulsionador da migração da indústria para os modelos de negócio baseados em serviços, introduziu formas alternativas de desenvolvimento e de disponibilização e proteção dos conhecimentos gerados. O trabalho foi defendido no Departamento de Política Científica e Tecnológica, do Instituto de Geociências da Unicamp, no final de agosto.



 

 

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Revista Conhecimento & Inovação
ISSN 1984-4395

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